CBM 2017: realidades de missões que não serão mais ignoradas


Por: Isabella Silveira

Congresso reuniu 1.500 pessoas de diversas partes do Brasil, e preletores internacionais, trazendo ferramentas à igreja brasileira para cumprir uma obra ainda inacabada da Grande Comissão.

 

Nesta última semana, dos dias 23 a 27, aconteceu o 8º Congresso Brasileiro de Missões, em águas de Lindoia, SP, reunindo mais de 1.500 pessoas, dentre 70 instituições e agências missionárias, igrejas, conselhos, para repensar e discutir a forma como estamos fazendo Missões, e principalmente nos atentar para realidades missionárias que estão sendo ignoradas pela Igreja Brasileira no Brasil e no mundo.

Para informar quais são essas realidades ainda ignoradas, todos os dias, antes de entrar para as plenárias e programações, os participantes passavam por uma trilha missionária, que se constituíam por um hall com encenações sobre um momento da realidade entre os ribeirinhos, ciganos, quilombolas, refugiados de guerra, indígenas, igreja perseguida e outros.

Em uma das tardes, representantes de entidades que trabalham com os povos minoritários, que são os segmentos menos evangelizados no Brasil, participaram de um painel interativo, respondendo a dúvidas e questionamentos sobre como a igreja pode se atentar e abraçar essa causa, pois são realidades que estão bem próximas a muitas igrejas.

Após o painel, os participantes oraram em duplas em prol dos grupos minoritários, porém de uma forma específica: rogando a Deus de que de alguma forma eles fossem respostas das próprias orações. E para encerrar o momento, todo o plenário ficou em silêncio e de olhos bem abertos para presenciar a oração de um participante surdo. Os surdos fazem parte dos 8 segmentos menos evangelizados, e ele, emocionado, orou com um interprete, agradecendo a Deus pela causa das minorias brasileiras entrarem na pauta das igrejas.

Aconteceu também no evento uma mesa redonda com todas as agências missionárias presentes para discutir qual é o papel das agências enviadoras em parceria com a missão que cabe exclusivamente à igreja. E durante os intervalos, os participantes tinham acesso a duas áreas de estandes para descobrir formas de se engajar na missão de Deus. Mais de 50 agências e instituições missionárias estavam no evento para instruir e informar cada um com uma causa específica. A APMT participou desses momentos esclarecendo dúvidas sobre o funcionamento e requisitos para ser um missionário da agência, além de aproximar os congressistas e conselhos missionários aos missionários da agência que estavam presente apresentando seus projetos.

À tarde, todos os participantes podiam escolher oficinas para se aprofundar mais sobre temas específicos das mais abrangentes áreas de atuação missionária: teologia bíblica de missões, ferramentas para o trabalho com ciganos, sertanejos, budistas, hinduístas, islâmicos, igreja perseguida, refugiados; geração de renda e oficinas avançadas e negócios e missão; captação de recurso, ensino missiológico, cuidado integral da família missionária, mentoria e discipulado; tradução da Bíblia e muitos outros.

O objetivo tanto das oficinas quanto dos estantes eram aproximar e capacitar todos os congressistas para as mais diversas áreas de atuação, mostrando que toda capacitação, vocação e trabalho podem e devem ser usados para o avanço do Reino e alcance dos povos que ainda não conhecem o Evangelho.

O CBM é um evento organizado pela AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileira) com o objetivo de mobilizar a Igreja Brasileira quanto à tarefa ainda inacabada da Grande Comissão.

Veja mais fotos do congresso no Facebook da APMT

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