Mis. Joelma Soares e Danilo (Guiné-Bissau) 1/06/17


Prezados irmãos,

 

Quero compartilhar com voces um testemunho sobre o que vivemos aquí em Guiné-Bissau, nos últimos tempos.

Joelma, minha esposa, costuma dizer que na Guiné-Bissau ninguém pode ficar doente no final de semana. Isto porque geralmente não se faz exame nenhum nestes dias e em alguns casos nem medico de plantão encontra-se.


Num sábado quando me levantei da cama comecei a sentir uma dor muito forte. Imediatamente fomos para o hospital e lá os médicos desconfiaram em apendicite. Foram passados alguns exames para confirma o problema e outros já para cirurgia. Fomos praticamente em todas as clinicas da região e hospitais e a resposta era a mesma: Final de semana ninguém trabalha, volte segunda!


Voltamos ao hospital onde encontrava-se o médico que tinha me atendido trazendo na mão apenas um exame dos vários que ele tinha solicitado. Ele pedindo autorização para Joelma disse: Não tenho certeza se o problema e apendicite e nem temos os exames necessários para tal operação, mas vamos ter que abri-lo para vermos se é apêndice, pois se for e romper ele morrerá.


Guiné-Bissau e um país onde o sistema de saúde é precário e a operação mais simples se torna ariscada devido ao alto indicie de infeção hospitalar. Ainda mais quando se faz uma cirurgia sem nem saber o tipo do sangue, como foi o meu caso. Queríamos ir para o país vizinho que há mais condições, mas um médico missionário amigo nosso disse: “não dará tempo de chegar em Senegal ele precisa de ser operado imediatamente e terá que ser aqui mesmo.”


Joelma pela fé disse: “É apêndice e dará tudo certo”, e autorizou a cirurgia. Numa sala precária e com sangue no teto eu pensava: Porque eu SENHOR! Naquele dia pensava eu que seria promovido para o lar celestial, mas Deus me mostrou que “…nenhum de seus planos pode ser frutado” (Salmo 46.1).


Deus tem planos e muitas vezes não conseguimos compreender. Mas em especial este eu consegui entender o porque Deus tinha me levado aquele hospital. Naquele local fizemos muitas amizades e tivemos o privilegio de mostrar nossa confiança em Deus e falar de seu amor a todos médicos e enfermeiros que entravam no quarto que geralmente eram muçulmanos.

Continue orando por nós.

 

Danilo e Joelma

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